Brasil mais Barato

Comida mais barata na prateleira

o Brasil produz alimento; o brasileiro precisa poder comprá-lo

Propõe criar Corredores Logísticos Inteligentes, ampliar o Seguro Rural e a armazenagem de safras e apoiar a produção nacional de fertilizantes para reduzir o preço dos alimentos.

No programa: [p. 31, 32]

O que o programa diz

O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, e ainda assim há brasileiro passando aperto para encher o carrinho. Parte importante da explicação está no caminho entre a lavoura e a prateleira. O custo logístico no Brasil é de 15,5% do PIB, quase o dobro dos 8,8% dos Estados Unidos. Essa diferença não fica no meio do caminho: ela chega ao preço final e é paga pela família. Vamos criar os Corredores Logísticos Inteligentes, com foco direto na redução do custo de transporte, e ampliar o Seguro Rural, dando previsibilidade a quem planta: safra protegida é oferta garantida, e oferta garantida é preço estável. Vamos também ampliar a capacidade de armazenamento das safras, hoje insuficiente para o que o país produz. Sem armazém, boa parte da colheita precisa ser escoada de uma vez, e o Brasil passa o resto do ano dependendo de estoque de terceiros, quando não de importação. O resultado chega à sua casa em forma de sobressalto: o preço que dispara na entressafra, o produto que some da prateleira, a mesma compra que custa uma coisa em um mês e outra bem diferente no seguinte. Com armazenagem, o alimento fica disponível o ano inteiro, e a conta do supermercado deixa de ser uma surpresa a cada visita. Cada real economizado no frete é um real a menos no preço do arroz, do feijão e da carne. É assim que a produção do campo vira comida acessível na mesa da cidade. Comida barata também é segurança alimentar: um país que produz o próprio alimento não fica refém do preço lá de fora. Hoje, porém, o Brasil importa a maior parte dos fertilizantes que usa para produzir, e quando o preço dispara no exterior, é a comida que encarece aqui dentro. Vamos apoiar a produção nacional de fertilizantes, com os minerais que o Brasil possui, como o potássio e o fosfato, para que a mesa do brasileiro não dependa do que acontece do outro lado do mundo. Garantir que o Brasil produza o que come é garantir comida na mesa a preço justo. [p. 31, 32]

Em linguagem simples

  • O texto afirma que parte da explicação para o preço da comida está no caminho entre a lavoura e a prateleira. Diz que o custo logístico no Brasil é de 15,5% do PIB, quase o dobro dos 8,8% dos Estados Unidos, e que essa diferença chega ao preço final.
  • Propõe criar os Corredores Logísticos Inteligentes, com foco na redução do custo de transporte, e ampliar o Seguro Rural para dar previsibilidade a quem planta.
  • Prevê ampliar a capacidade de armazenamento das safras, que o texto descreve como insuficiente para o que o país produz. Segundo o programa, com armazenagem o alimento fica disponível o ano inteiro e a conta do supermercado deixa de ser uma surpresa.
  • Afirma que o Brasil importa a maior parte dos fertilizantes que usa e propõe apoiar a produção nacional de fertilizantes com minerais que o país possui, como o potássio e o fosfato.

O que não está no programa

  • Não descreve o que seriam os Corredores Logísticos Inteligentes, onde ficariam nem quem os executaria.
  • Não indica quanto o Seguro Rural e a capacidade de armazenamento seriam ampliados.
  • Não detalha de que forma seria o apoio à produção nacional de fertilizantes.
  • Não apresenta custo, fonte de recursos nem prazo para as medidas.
  • Não estabelece meta de redução do custo logístico ou do preço dos alimentos.