Crédito que não afunda a família
sair da dívida é o primeiro passo para juntar dinheiro
Propõe estabilizar e reduzir a dívida pública para baixar os juros, proibir o uso de recursos de programas sociais em apostas e ampliar a orientação financeira pela rede da CAIXA.
O que o programa diz
Milhões de famílias brasileiras trabalham o mês inteiro para pagar juros. O salário entra e sai quase todo para cobrir o rotativo do cartão, o cheque especial e o carnê atrasado. Não é falta de esforço: é o custo do dinheiro em um país onde o governo é o maior tomador de empréstimos, o que empurrou o país para a maior taxa de juros básica em 19 anos e, por consequência, pressionou o custo dos empréstimos para as famílias e as empresas. Ao contrário das vergonhosas declarações dos ministros da Fazenda da atual gestão, os juros altos são consequência da dívida crescente. Juros menores não se decretam: conquistam-se com contas em ordem, e não há conta em ordem quando o governo gasta mais do que arrecada. Já quando as contas se organizam, o resultado aparece: o governo Bolsonaro praticou a menor taxa de juros média desde o início do Plano Real. Dados do Boletim Focus de outubro de 2022, antes da eleição, previam taxa selic cerca de 7 pontos percentuais abaixo do que se praticou em 2025 e 2026. [p. 32]
Ao estabilizar e reduzir a dívida pública, nosso governo vai criar as condições para que os juros básicos fiquem em linha com a média internacional e para que a inflação volte ao centro da meta. É o que permite que o crediário, o financiamento da casa e o capital de giro do pequeno negócio deixem de ser impagáveis. Vamos também atacar o que empurra a família para a dívida. As apostas online consomem o dinheiro do mês antes mesmo de ele chegar em casa, corroendo a renda da população mais vulnerável. Vamos proibir o uso dos recursos dos programas sociais para apostas, porque dinheiro destinado a pôr comida na mesa não pode escoar para a casa de apostas, e promover campanhas educativas e de conscientização sobre os riscos do endividamento com jogos. E vamos ampliar a orientação financeira, pela rede da CAIXA, para que o brasileiro aprenda a sair do vermelho, organizar o orçamento e começar a poupar. O objetivo é simples e concreto: que o dinheiro que hoje escapa da família volte para dentro de casa. [p. 33]
Em linguagem simples
- O texto afirma que milhões de famílias usam quase todo o salário para pagar juros do rotativo do cartão, do cheque especial e do carnê atrasado.
- Atribui os juros altos à dívida crescente do governo e afirma que o país chegou à maior taxa de juros básica em 19 anos. Diz que juros menores dependem de o governo não gastar mais do que arrecada.
- Propõe estabilizar e reduzir a dívida pública, para que os juros básicos fiquem em linha com a média internacional e a inflação volte ao centro da meta.
- Prevê proibir o uso de recursos dos programas sociais em apostas e promover campanhas educativas sobre os riscos do endividamento com jogos.
- Propõe ampliar a orientação financeira pela rede da CAIXA, para que as pessoas aprendam a sair do vermelho, organizar o orçamento e começar a poupar.
O que não está no programa
- Não apresenta meta numérica para a dívida pública nem prazo para que os juros básicos cheguem à média internacional.
- Não detalha como a dívida pública seria estabilizada e reduzida.
- Não indica quais programas sociais seriam abrangidos pela proibição, o instrumento legal nem como ela seria fiscalizada.
- Não define o formato, o público nem o alcance da orientação financeira pela rede da CAIXA e das campanhas educativas.
- Não informa custo nem fonte de recursos para as campanhas e a orientação financeira.