Brasil que Cresce

Desenvolvimento regional: reduzir a distância entre as regiões

não deixar nenhuma região para trás

Propõe priorizar obras hídricas no Nordeste, concluir a expansão do Baixio do Irecê, viabilizar o Trem do Nordeste, concluir a Transnordestina e apoiar a bioeconomia no Norte.

No programa: [p. 60, 61]

O que o programa diz

O Brasil só será plenamente desenvolvido quando reduzir a distância entre as suas regiões, e isso exige um esforço especial onde a desigualdade é maior: o Norte e o Nordeste. Não por assistência, mas por desenvolvimento, dando a essas regiões as condições de transformar a sua vocação em riqueza, emprego e futuro. O Nordeste é uma região de gente trabalhadora e de enorme potencial. Por tempo demais foi tratado como problema, quando sempre foi solução. A prioridade é a água. Foi o governo Bolsonaro que fez as águas do São Francisco chegarem ao sertão, concluindo o Eixo Norte da Transposição, e vamos priorizar as obras hídricas que faltam para levar água a mais regiões do Nordeste. Mas fazer a água chegar é só o começo: vamos transformá-la em produção. Foi também no governo Bolsonaro que estruturamos e colocamos para produzir o Baixio do Irecê, o maior perímetro de irrigação da América Latina, que já transforma água e terra fértil em fruticultura, grãos, emprego e renda no campo, e vamos concluir sua expansão para multiplicar essa riqueza pelo sertão. Vamos viabilizar o Trem do Nordeste, 1.400 km de trilhos interligando Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza, abrindo um roteiro entre praias, cidades históricas e polos culturais para movimentar o turismo, a produção e a vida de quem vive ali. E porque não basta produzir, é preciso escoar, concluir a Transnordestina e ampliar o seu escopo para que a Paraíba e o Rio Grande do Norte sejam contemplados. O Nordeste não é só o passado que resistiu, é o futuro que começa. Tem sol e vento de sobra para ser a capital da energia limpa do país, e é essa energia farta e competitiva que vai atrair os data centers e a nova indústria de tecnologia. Tem as terras raras, matéria-prima sem a qual não existe a economia do século 21. O Nordeste tem tudo para oferecer ao nordestino a chance de prosperar na sua própria terra, atraindo investimento, talento e oportunidade. O Norte guarda o maior patrimônio natural do país, e seu futuro está em transformar a floresta preservada em riqueza. A bioeconomia é o caminho: gerar renda a partir da floresta em pé, com biotecnologia, fármacos, cosméticos e novos materiais a partir da biodiversidade, o manejo sustentável e a agregação de valor ao que a Amazônia produz, em vez de derrubá-la. Esse desenvolvimento respeita quem vive na região: os povos indígenas e as comunidades quilombolas terão autonomia para decidir sobre as atividades produtivas em suas terras, e o morador da floresta, o ribeirinho e o extrativista serão tratados como parceiros do desenvolvimento, não como obstáculo. A proteção da Amazônia contra o crime e a presença soberana do Estado, são detalhados no bloco sobre meio ambiente. Desenvolver o Norte é provar que preservar e prosperar podem caminhar juntos. [p. 60, 61]

Em linguagem simples

  • O programa propõe um esforço especial para reduzir a distância entre as regiões no Norte e no Nordeste, por meio de desenvolvimento e não de assistência, segundo o texto.
  • No Nordeste, a prioridade é a água: o texto cita a conclusão do Eixo Norte da Transposição do São Francisco e propõe priorizar as obras hídricas restantes e concluir a expansão do Baixio do Irecê, perímetro de irrigação com produção de frutas e grãos.
  • Prevê viabilizar o Trem do Nordeste, com 1.400 km de trilhos entre Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza, e concluir a Transnordestina, ampliando-a para a Paraíba e o Rio Grande do Norte. O texto cita ainda sol, vento e terras raras da região como base para atrair data centers e indústria de tecnologia.
  • No Norte, aponta a bioeconomia como caminho: gerar renda com a floresta em pé, com biotecnologia, fármacos, cosméticos, novos materiais, manejo sustentável e agregação de valor ao que a Amazônia produz.
  • Prevê autonomia para povos indígenas e comunidades quilombolas decidirem sobre atividades produtivas em suas terras e que ribeirinhos, extrativistas e moradores da floresta sejam tratados como parceiros do desenvolvimento. A proteção da Amazônia é remetida ao bloco sobre meio ambiente.

O que não está no programa

  • Não lista quais obras hídricas seriam priorizadas.
  • Não apresenta custos, fontes de recursos nem prazos para o Trem do Nordeste, a Transnordestina e a expansão do Baixio do Irecê.
  • Não detalha que instrumentos seriam usados para atrair data centers e a indústria de tecnologia ao Nordeste.
  • Não indica como a bioeconomia seria apoiada no Norte nem com que recursos.
  • Não define metas para medir a redução da distância entre as regiões.