Brasil que Prepara

Ensinar de verdade

escola boa é escola onde o aluno aprende

Propõe alfabetização pelo método fônico, reforço escolar pago a alunos monitores, repasses vinculados a metas de aprendizagem, mais escolas cívico-militares e voucher educacional.

No programa: [p. 34, 35, 36]

O que o programa diz

Há anos o Brasil empurra alunos de um ano para o outro sem que eles tenham aprendido. A criança que não é alfabetizada na idade certa vira o adolescente que passa de série sem entender a matéria e o jovem que termina a escola sem saber o suficiente para conseguir um bom emprego. E não é por falta de dinheiro: o país mais do que triplicou o gasto por aluno e continua entre as últimas colocações do mundo. No PISA, principal avaliação internacional de educação, o Brasil aparece na 65ª posição entre 81 países em matemática. Faltou método, faltou cobrança e sobrou ideologia. O começo de tudo é alfabetizar direito. Vamos priorizar o método fônico, que é o de melhor resultado comprovado pela ciência, ensinando a criança a ligar cada som à sua letra, em vez das abordagens que fracassaram por décadas. E, para o aluno com dificuldade ao longo do ensino fundamental, vamos criar o Programa Acolher: um aluno com bom desempenho é remunerado para dar reforço aos colegas que precisam, de forma remota ou presencial. Todos ganham, quem precisa recebe ajuda de alguém próximo, que fala a sua língua, e quem ajuda ganha uma renda e aprende ainda mais ao ensinar. O objetivo é claro: ninguém avança de série sem ter aprendido. A escola será cobrada pelo que existe para fazer. A gestão passa a ser baseada em indicadores de resultado e proficiência, e o financiamento seguirá o orçamento por resultados, com repasses vinculados a metas de aprendizagem, sem abandonar regiões que enfrentam maiores dificuldades. Os professores terão qualificação contínua baseada em evidências científicas, e não em modismos pedagógicos, com formação que os prepare para ensinar bem, e não para militar em sala de aula. A educação será orientada pelo conhecimento e livre de doutrinação político-partidária, respeitando a liberdade de consciência e o papel das famílias. Escola é lugar de aprender a pensar, não de aprender o que pensar, e quem decide sobre os valores que o filho recebe são os pais. Vamos ampliar as Escolas Cívico-Militares, que uniram disciplina e bom desempenho onde foram implantadas, e garantir atendimento ao aluno com altas habilidades, que hoje se perde por falta de estímulo: a política nacional que trata do tema é lei mas segue sem implementação, e nós vamos tirá-la do papel. Vamos ainda levar robótica, computadores, tablets e internet às escolas, e incluir no currículo competências para a economia digital, preparando o jovem para lidar com o próprio dinheiro, empreender e usar as novas tecnologias, entre elas a inteligência artificial. Apoiamos a escola em tempo integral, para que a criança tenha mais tempo de aprendizado, reforço e atividades formativas, e não fique entregue à própria sorte no contraturno. Manteremos as escolas abertas nas férias com o Escola nas Férias, oferecendo esporte, arte, música e literatura em vez de deixar a criança ociosa. E onde faltar vaga na rede pública, a família receberá um voucher educacional para matricular o filho em outra escola, porque a prioridade é a criança aprender, não a defesa de um sistema que falhou com ela. [p. 34, 35, 36]

Em linguagem simples

  • O programa afirma que alunos passam de ano sem aprender e cita o PISA, em que o Brasil aparece em 65º lugar entre 81 países em matemática. Propõe alfabetizar pelo método fônico, que ensina a criança a ligar cada som à sua letra.
  • Cria o Programa Acolher: alunos de melhor desempenho recebem pagamento para dar reforço, presencial ou remoto, a colegas com dificuldade ao longo do ensino fundamental. A meta declarada é que ninguém avance de série sem ter aprendido.
  • Prevê gestão das escolas por indicadores de resultado e proficiência e repasses ligados a metas de aprendizagem, sem abandonar as regiões com maiores dificuldades. Os professores teriam formação contínua baseada em evidências científicas, e o texto propõe uma educação sem doutrinação político-partidária, respeitando o papel das famílias.
  • Propõe ampliar as Escolas Cívico-Militares, implementar a política nacional para alunos com altas habilidades, que o texto diz já ser lei, e levar robótica, computadores, tablets e internet às escolas, com conteúdos de economia digital no currículo: lidar com o próprio dinheiro, empreender e usar novas tecnologias, como a inteligência artificial.
  • O programa apoia a escola em tempo integral, prevê o Escola nas Férias, com esporte, arte, música e literatura no período de férias, e, onde não houver vaga na rede pública, um voucher educacional para a família matricular o filho em outra escola.

O que não está no programa

  • Não indica custo nem fonte de recursos para o Programa Acolher, os equipamentos digitais, a escola em tempo integral ou o voucher educacional.
  • Não define o valor pago aos alunos do Programa Acolher nem o valor do voucher educacional e os tipos de escola em que ele poderia ser usado.
  • Não define quais indicadores e metas de aprendizagem seriam usados para vincular os repasses.
  • Não nomeia a política nacional sobre altas habilidades nem apresenta metas de expansão para as Escolas Cívico-Militares e a escola em tempo integral.
  • Não indica prazos nem qual esfera de governo executaria cada medida.