Brasil que Prepara

Saúde que cuida antes de a doença chegar

prevenir custa pouco; tratar tarde custa caro, e às vezes custa a vida

Propõe corrigir a tabela SUS, ampliar a Estratégia Saúde da Família, contratar exames na rede privada em horários ociosos, expandir a telessaúde e entregar remédios em casa.

No programa: [p. 37, 38]

O que o programa diz

A saúde é a base de tudo o que este capítulo promete: criança doente não aprende, adulto doente não trabalha, e uma família com um enfermo grave vê o orçamento e os planos ruírem juntos. O Brasil sem Fila já trata de acabar com a espera e digitalizar o atendimento. Aqui, o compromisso é complementar: garantir que o brasileiro chegue ao médico e, mais do que isso, que cuide da saúde antes de adoecer. Vamos garantir as condições para que seja possível a correção efetiva da tabela SUS. A lei de reajuste já existe, mas, presa ao orçamento, não enfrentou a defasagem que asfixia hospitais, santas casas e clínicas, sobretudo no interior. Vamos assegurar uma remuneração que cubra o custo real do atendimento, para que o dinheiro público seja justo com quem atende e o cidadão tenha atendimento até onde hoje falta. Vamos ampliar a Estratégia Saúde da Família, levando o cuidado para perto de casa, e criar o Programa de Atendimento aos Idosos, com atendimento facilitado e adequado a quem envelhece, para que o idoso não enfrente o mesmo percurso cansativo de sempre para se cuidar. Vamos ainda ampliar o acesso a exames preventivos e manter a imunização e o incentivo à produção nacional de vacinas, porque prevenir é sempre mais barato e mais humano do que tratar tarde. Para usar bem o que já existe, vamos contratar serviços e exames na rede privada nos horários ociosos: há aparelho parado enquanto gente espera meses pelo mesmo exame, e aproveitar essa capacidade é atender mais sem construir do zero. Vamos também fortalecer a Rede Nacional de Hospitais Inteligentes (EBSERH), modernizando os hospitais universitários federais. Vamos também levar o atendimento até quem não consegue chegar até ele. Com a telessaúde e o teleatendimento por aplicativo, médicos de regiões com baixa demanda poderão atender pacientes onde as filas são longas, aproximando o cuidado de quem vive longe de um grande centro. E um sistema de entrega de remédio em domicílio vai garantir que o idoso, a pessoa com deficiência e o doente crônico não precisem escolher entre buscar o tratamento e pagar o transporte. A tecnologia também ajuda a cuidar antes de a doença se agravar. Com inteligência artificial de apoio à prevenção, o sistema poderá identificar quem corre maior risco de adoecer e chamar essa pessoa para se cuidar a tempo, em vez de esperar que ela chegue ao pronto-socorro quando já é grave. É a diferença entre tratar no começo e tratar quando já não há muito a fazer. [p. 37, 38]

Em linguagem simples

  • O programa prevê criar condições para a correção efetiva da tabela SUS. Afirma que a lei de reajuste já existe, mas, presa ao orçamento, não resolveu a defasagem que atinge hospitais, santas casas e clínicas, sobretudo no interior, e propõe uma remuneração que cubra o custo real do atendimento.
  • Propõe ampliar a Estratégia Saúde da Família, levando o cuidado para perto de casa, e criar o Programa de Atendimento aos Idosos, com atendimento facilitado e adequado a quem envelhece.
  • Prevê ampliar o acesso a exames preventivos, manter a vacinação e o incentivo à produção nacional de vacinas e contratar serviços e exames na rede privada nos horários em que os aparelhos ficam ociosos.
  • Cita o fortalecimento da Rede Nacional de Hospitais Inteligentes (EBSERH), com a modernização dos hospitais universitários federais, e o uso de telessaúde e teleatendimento por aplicativo para que médicos de regiões com baixa demanda atendam pacientes onde as filas são longas.
  • Propõe um sistema de entrega de remédios em casa para idosos, pessoas com deficiência e doentes crônicos, e o uso de inteligência artificial para identificar quem corre maior risco de adoecer e chamar essa pessoa para se cuidar a tempo.

O que não está no programa

  • Não indica custo nem fonte de recursos para a correção da tabela SUS ou para as demais medidas.
  • Não informa o percentual ou o valor da correção da tabela nem como seria calculado o custo real do atendimento.
  • Não define critérios nem valores para a contratação de serviços e exames na rede privada em horários ociosos.
  • Não detalha como funcionariam o Programa de Atendimento aos Idosos, a entrega de remédios em domicílio e o uso de inteligência artificial na prevenção, nem quem os executaria.
  • Não apresenta metas numéricas nem prazos.